<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031</id><updated>2011-10-06T06:50:45.372-07:00</updated><category term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><category term='facebook'/><category term='amizade'/><category term='blog'/><category term='Post Novo'/><title type='text'>Língua de Mariposa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-745190839935991349</id><published>2011-10-06T06:46:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T06:50:45.411-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><title type='text'>Nossa Vida Não Tinha Dentro, Éramos Fora... e Outros...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1UPsXrLv5bk/TOwNh7IGzrI/AAAAAAAAAek/FEeqVU-YaHM/s1600/rafaelvelas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-1UPsXrLv5bk/TOwNh7IGzrI/AAAAAAAAAek/FEeqVU-YaHM/s200/rafaelvelas.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Essa é uma frase de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt;. Está no texto "&amp;nbsp;&lt;em&gt;Na Floresta do Alheamento&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;A primeira vez que a li, eu tinha 30 anos e não pude mais tirá-la da cabeça. Ela&amp;nbsp;foi tomando meu espaço interior, se expandindo e desvendando os véus que embaçavam a percepção do que era a minha vida, do que era a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;nossa&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;vida.&lt;br /&gt;"Nossa de que dois?" Perguntava Pessoa.&amp;nbsp;E descobri que o único&amp;nbsp;&lt;em&gt;nosso&lt;/em&gt;&amp;nbsp;na vida que levávamos era um filho. O resto nunca chegou a ser nosso&lt;big&gt;.&amp;nbsp;&lt;/big&gt;Comecei a olhar para tudo como se estivesse dentro e fora dali. Dois estranhos que dividiam um espaço fí­sico, como atores num cenário.&amp;nbsp;Por trás das cortinas, nenhum palco azul. Nas coxias, um vazio, um oco.&amp;nbsp;Um silêncio.&amp;nbsp;Uma falta constante, eu nem sabia de&amp;nbsp;que.&lt;br /&gt;Quando estávamos sem os outros que nos rodeavam, não estávamos juntos.&amp;nbsp;Vivíamos numa falsa harmonia. Tentei por um ano ainda construir um nós, mas foi impossí­vel. Ninguém constrói isso sozinho. A solidão a dois era muito maior que o estar comigo mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A solidão é fera... a solidão devora&lt;/em&gt;"... canta Alceu.&lt;br /&gt;Resolvi que tinha que salvar-me. Tinha que ir embora.&amp;nbsp;E então me disseram que ficasse, que um casamento é assim mesmo, que pensasse nela, que pensasse na "pobre menina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei...&lt;br /&gt;Como ensinar a uma&amp;nbsp;&lt;em&gt;mulher&lt;/em&gt;&amp;nbsp;o que é ser uma mulher sem ser&amp;nbsp;&lt;em&gt;uma&lt;/em&gt;? Como ensinar a verdade e a confiança, vivendo uma mentira? Como ensinar alguém a ser feliz quem não era? Como abandonar o direito de ser inteira ? Como abrir mão de saciar um corpo e um coração cheio de ânsias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer a mala não foi tão fácil. Poucas coisas cabiam nelas.&lt;br /&gt;Depois descobri que vivia melhor sem muitas das coisas que pensava que eram muito importantes. E só hoje sei que quanto menos coisas levamos, mais levemente nos movemos...&lt;br /&gt;Saí­ do cenário para viver uma vida real. Nem sempre doce e feliz, mas uma vida com um futuro.&lt;br /&gt;Eu tinha um destino a construir.&lt;br /&gt;Sabia que havia algo&amp;nbsp;&lt;em&gt;especial&lt;/em&gt;&amp;nbsp;que ainda iria viver...&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-745190839935991349?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/745190839935991349/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/10/nossa-vida-nao-tinha-dentro-eramos-fora.html#comment-form' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/745190839935991349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/745190839935991349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/10/nossa-vida-nao-tinha-dentro-eramos-fora.html' title='Nossa Vida Não Tinha Dentro, Éramos Fora... e Outros...'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1UPsXrLv5bk/TOwNh7IGzrI/AAAAAAAAAek/FEeqVU-YaHM/s72-c/rafaelvelas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-4784846475578744132</id><published>2011-10-03T11:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T12:54:37.855-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><title type='text'>Faça Fácil...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; color: black; counter-reset: __goog_page__ 0; font-family: Verdana; line-height: normal; margin-bottom: 6px; margin-left: 6px; margin-right: 6px; margin-top: 6px; min-height: 1100px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;h3 class="entry-header" id="w4ph" style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="entry-content" id="w4ph0" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="entry-body" id="w4ph1" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div id="w4ph2" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eB2YLXxuW6M/TOwN8mYOa3I/AAAAAAAAAgM/yazAMMX9qOg/s1600/facafacil2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-eB2YLXxuW6M/TOwN8mYOa3I/AAAAAAAAAgM/yazAMMX9qOg/s200/facafacil2.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;Por mais confortável que fosse o colo de minha mãe nos anos que se seguiram à minha separação e a ajuda que me deu cuidando da neta nas muitas viagens de trabalho, decidi que queria casa própria.&lt;br /&gt;Queria deixar de ser mãe e filha na mesma casa. Queria cuidar de mim mesma e de minha filha. Queria meu próprio espaço, com direito a não ter que ver o&amp;nbsp;&lt;i&gt;Faustão&lt;/i&gt;.Isso! Com direito a sequer escutar a sua voz por trás da porta fechada do quarto. Com direito a não ligar a televisão por toda uma semana!!! Por um mês... por um ano, se eu quisesse.&lt;br /&gt;Pois... assim.&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph6" style="font-size: 10pt;"&gt;Aluguei um poleirinho no décimo quinto andar de um prédio, em Boa Viagem. Pequenino, bonitinho....e quente. Era poente.&lt;br /&gt;O sol vinha de se punha dentro da sala todos os dias. Tudo bem... tudo bem. Era meu canto, isso era o importante. E eu podia pagar. Isso também era importante.&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph8" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph8" style="font-size: 10pt;"&gt;Um tapete, uma rede, almofadas.Uma janela para o espaço, por onde entrava a lua tardia e solitária. Uma mesa emprestada. Dois quartos mí­nimos, onde só cabiam mesmo as camas e o computador. Banheiro minúsculo e cozinha ridí­cula! Era um corredor com um balcão de dois palmos e uma pia. Uma cozinha que eu não sabia usar, mas tudo bem... tudo bem... tudo se aprende!&lt;br /&gt;O ap&lt;big id="w4ph10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" id="w4ph11" style="font-size: medium;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/big&gt;rtamento ( com "e") era tão pequeno que eu brincava com os amigos contando a piada de que&amp;nbsp;&lt;i&gt;" aqui não tem lá dentro, é tudo aqui mesmo!"&lt;/i&gt;&amp;nbsp;E fiz uma placa perto da porta que dizia:&amp;nbsp;&lt;i&gt;"Cuidado! Janela próxima!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph15" style="font-size: 10pt;"&gt;Mas era aconchegante,&amp;nbsp;&lt;i&gt;esbanjava calor humano.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Meus quadros, minhas velas, meus livros e discos.&amp;nbsp;A rede e a grande janela.&lt;br /&gt;E a televisão SEMPRE desligada.&lt;br /&gt;Delí­cia de vida!&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph20" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph20"&gt;Comecei meus dias de&amp;nbsp;&lt;b&gt;Tonhão&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Eu não sabia fazer nada. Nem montar cortinas (Tudo bem, eu gosto de sol, mas ele queria mudar-se para dentro da minha casa e ficar lá, para sempre), nem montar varais para roupas lavadas, nem estantezinhas de ferro dessas que mentem dizendo "Faça Fácil."&lt;br /&gt;Fácil???&lt;br /&gt;Passava horas enrolada com aquelas grades que não encaixavam de forma alguma nas fendas dos suportes. E quando eu pensava que havia conseguido, ao primeiro peso de livro, desmontava inteira! Miserável!&lt;br /&gt;Mas não desisti. Já que tinha casa,&amp;nbsp;&lt;b&gt;de-ve-ria&lt;/b&gt;&amp;nbsp;aprender a fazer as coisas sozinha. Não tinha dinheiro para ficar pagando para os&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" id="w4ph27"&gt;&lt;small id="w4ph28"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;mil-pequenos-serviços&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&amp;nbsp;que um lar necessita. Tudo se aprende. Ou não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph29"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph29" style="font-size: 10pt;"&gt;Um dia, cheguei em casa cheia de boa vontade, uma sacola de suportes para shampoo e toalhas, prateleiras para o corredor-cozinha e uma furadeira Black &amp;amp; Decker. Emprestada. Lógico.&lt;br /&gt;Vesti meu traje&amp;nbsp;&lt;b&gt;Tonhão Gay,&lt;/b&gt;&amp;nbsp;( camiseta e calcinha ) e fui para o banheiro empunhando a furadeira como um&amp;nbsp;&lt;b&gt;Rambo&lt;/b&gt;. Medi a parede para furar longe da torneira do registro de água. Dois palmos à direita... e frummmmmm.... frummmmmmmmm....pozinho branco para todo lado. Bucha de plástico. Parafuso... Ótimo.&lt;br /&gt;Segundo movimento. Frummmmm.... frumpfhr....e um jorro de água me atingiu direto no olho.&lt;br /&gt;Como assim?&lt;br /&gt;Tapei o buraco com o dedo. COMO ASSIM??&lt;br /&gt;Estiquei a mão e fechei a torneira do registro. Tirei o dedo. Fruvrrrrrrrrrrrrr... água. Muita água. E com força. Fui fechar outra torneira na área de serviço. Essa deveria ser a geral. Não era. Peguei um balde para aparar a água que já inundava o banheiro e a cozinha. Botei o dedo lá e fiquei tentando telefonar para meu irmão e gritar por socorro.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Tun-tun-tun!&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Ocupado. Ocupado. Ocupado...&lt;br /&gt;Quando finalmente consegui que atendesse, eu já estava quase chorando. Em pânico, relatei o sucedido. Ele soltou uma gargalhada enorme e disse:&lt;br /&gt;" Foi mesmo...??? Hahahahah. Chame um encanador".&lt;br /&gt;"Fdp*##, cretino, canalha". Pensei. Mas não disse. A mãe dele era a minha! Agradeci pela ajuda e conselho... e desliguei, com ódio por essa criatura ser&amp;nbsp;&lt;b&gt;meu parente!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph42" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;Chamei o porteiro e pedi para ele subir. Vesti um short e fiquei lá, com o dedo tapando o furo. Mas não estava dando para segurar o jorro. Quando o sujeito chegou, descobrimos que o cano que eu furei não era o meu, o privado. Eu havia furado o cano&amp;nbsp;&lt;b&gt;DO&lt;/b&gt;&amp;nbsp;prédio. Tiveram que fechar o registro geral e cortar a água dos 90 apartamentos, bem na hora em que todos estavam chegando do trabalho.&lt;br /&gt;!!!!...Putz!&lt;br /&gt;Finalmente um encanador chegou com sua maletinha, tapou o furo com não-sei-o-quê e cimento. E cobrou: "100 real, dona".&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quanto???&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Cem reais. Isso mesmo. E sem pendurar o suporte para shampoo.&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph42" style="font-size: 10pt;"&gt;Eram mais de dez da noite quando finalmente pude secar a casa, tirar a roupa ensopada e tomar um banho.&lt;br /&gt;Foi meu último ato como&lt;b&gt;&amp;nbsp;"Tonhão Gay."&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Decidi que na próxima, iria vestir uma roupinha bem feminina e chamar um amigo&amp;nbsp;&lt;b&gt;Rambo&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para tomar um vinhozinho... quem sabe ele pendurava aquelas "benditas" prateleiras.&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph42" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="w4ph42" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-more" id="more" style="font-size: 10pt; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry-footer" id="w4ph55" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-4784846475578744132?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/4784846475578744132/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/10/faca-facil.html#comment-form' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/4784846475578744132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/4784846475578744132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/10/faca-facil.html' title='Faça Fácil...'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eB2YLXxuW6M/TOwN8mYOa3I/AAAAAAAAAgM/yazAMMX9qOg/s72-c/facafacil2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-7591253505255471672</id><published>2011-09-30T14:18:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T14:19:04.880-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><title type='text'>Rosinha...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="asset-content entry-content" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="asset-body" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XXKF-7B5iC4/TOwQDitIy1I/AAAAAAAAAtc/JSzO6XcneE8/s1600/uma+rosa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://3.bp.blogspot.com/-XXKF-7B5iC4/TOwQDitIy1I/AAAAAAAAAtc/JSzO6XcneE8/s200/uma+rosa.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Ela tinha esse nome doce e suave. Fisicamente também parecia uma rosa. Morena, magrinha, baixinha. Era toda&amp;nbsp;&lt;b&gt;inha&lt;/b&gt;&amp;nbsp;a minha Rosinha.&lt;br /&gt;Foi ela quem recebeu meus documentos no Departamento de Pessoal da primeira grande empresa em que trabalhei. Depois de alguns anos, estávamos compartilhando a mesma sala de trabalho. Conversávamos muito sobre seu assunto predileto: Religião.&lt;br /&gt;Extremadamente cristã, Rosinha queria converter-me. Não perdia uma missa, uma novena, um enterro, um batizado. Não perdia uma ocasião em que pudesse falar de seu amor por Jesus.&lt;br /&gt;Falava da Bí­blia com a devoção de fé requerida pela Igreja Católica: sem questionamentos.&lt;br /&gt;E enquanto eu lia a biografia de Deus, e lhe dizia que o deus de sua bí­blia era vingativo, cruel e fofoqueiro, um grande olho acusador e abelhudo. E que éramos tão imperfeitos por termos sido feitos à sua imagem e semelhança, ela apenas franzia a testa e me benzia de longe. E enquanto eu lhe dizia que a Igreja Católica só admitiu a existência de alma nas mulheres em meados do século XVII, ela balançava a cabeça e sorria ... e me benzia de longe. Então eu a provocava dizendo que o Deus misericordioso e protetor que ela conhecia só tinha aprendido a ser assim com seus filhos. Que "Ele" aprendeu sendo&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pai&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e vendo os próprios defeitos, que tinha reproduzido de si mesmo em sua prole... pelo&amp;nbsp;&lt;b&gt;DNA&lt;/b&gt;. E aí­ ela ficava confusa e recitava um Salmo em minha salvação...&lt;br /&gt;- Deus não tem defeitos, menina! Dizia ela, com pena de mim.&lt;br /&gt;Ficamos muito amigas. E nunca parei de provocá-la, pelo menos de vez em quando. Acho que eu queria que ela me convencesse, ao final de tudo.&lt;br /&gt;Estou falando de Rosinha porque foi ela quem me ensinou a cuidar de meus sonhos. Ela chamava-os de&amp;nbsp;&lt;b&gt;pedidos, preces&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Dizia que se eu quisesse muito alcançar uma "&lt;i&gt;graça&lt;/i&gt;", pedisse a Deus com todos os detalhes, sem medo de exagerar. Que não era para pedir generalizando. Tipo assim: "&amp;nbsp;&lt;i&gt;que tudo dê certo&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;- Não... assim não. Tem que pedir&amp;nbsp;&lt;b&gt;o que é esse tudo&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;E aí­ quem sorria era eu.&lt;br /&gt;Eu achava injusto e mesquinho pedir a um Deus em quem não confiava tanto assim, mas numa fase especialmente negra e confusa de minha vida pessoal e profissional, resolvi aceitar o conselho e tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então...&lt;br /&gt;Só em começar a organizar minhas idéias para saber realmente o que pedir já foi um grande salto para a luz.&lt;br /&gt;Tudo bem. Dizer&amp;nbsp;&lt;b&gt;luz&amp;nbsp;&lt;/b&gt;é muito, mas uma&amp;nbsp;&lt;b&gt;penumbra&lt;/b&gt;&amp;nbsp;se fez. Descobri que pedia pouco à vida e me conformava com menos ainda. E, por cima, gastava um tempo danado me queixando por não ter. Descobri que&amp;nbsp;&lt;b&gt;eu não sabia querer&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;Virei a mesa... e fiquei presa embaixo dela. Foi horrí­vel. Não sabia viver o que pedia para mim. Me encontrei com sonhos que não eram meus, que se mostraram uma farsa. Por um lado foi bom, pois só vivendo-os e descobrindo isso, pude livrar-me deles e construir outros.&lt;br /&gt;Mas doeu... doeu muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo durou uns dois ou três anos...ou mais, não sei.&lt;br /&gt;Desencavei sonhos mais puros. Sonhos de antigamente, nos quais eu não mais acreditava. Limpei a poeira, reescrevi os detalhes. E comecei a caminhar em direção a eles, a viver melhor... ser mais feliz.&lt;br /&gt;E ressuscitei um Deus. Diferente do descrito na Bí­blia. Um que fosse todo um colo de Pai. Que me fizesse pensar em mim mesma e nos outros com mais cuidado e compaixão. Que me ajudasse a ser mais doce comigo e com os outros. Que me ensinasse a criticar menos e criar mais. Que me ajudasse a escolher... como um bom&amp;nbsp;&lt;b&gt;Pai&lt;/b&gt;&amp;nbsp;faria.&lt;br /&gt;Aprendi a pedir... aos amigos, aos irmãos, a mim mesma e à vida.&lt;br /&gt;Aprendi que "não precisar deixa a gente muito só". Já dizia&amp;nbsp;&lt;i&gt;Clarice L.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Agora não tenho mais medo de pedir ou de agradecer o colo do novo Pai que criei para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi muitas coisas que acreditava fundamentais, mas ganhei outras, hoje muito mais importantes para minha paz, minha alegria de viver. Sou uma pessoa melhor, para mim e para os outros. Sou menor e mais ampla.&lt;br /&gt;Foi Rosinha com seus sorrisos condescendentes quem me abriu esta porta. Doce e suave Rosinha, nem sabe disso. Ou sabe? Vai ver ela era um anjo...&lt;br /&gt;Por onde andará Rosinha?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-7591253505255471672?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/7591253505255471672/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/rosinha.html#comment-form' title='1 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/7591253505255471672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/7591253505255471672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/rosinha.html' title='Rosinha...'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XXKF-7B5iC4/TOwQDitIy1I/AAAAAAAAAtc/JSzO6XcneE8/s72-c/uma+rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-2710015379878434294</id><published>2011-09-27T13:28:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T05:22:57.215-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Post Novo'/><title type='text'>Mais uma das minhas neuras...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span id="internal-source-marker_0.2807333644013852" style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;De repente eu acordei no meio da noite para coçar a pele sob o braço. E depois, acordei outra vez para coçar o outro braço... e segui acordando toda a noite para coçar outras partes do meu corpo. Por volta das quatro da madrugada minha mente já havia disparado...quediaboéisso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O medo desceu com seu manto negro sobre a consciência e a razão. Como assim? Minha amiga de toda a vida havia me contado que um sintoma de seu linfoma foi começar a coçar o corpo inteiro, sem razão de ser. Primeiro pensou que era uma intoxicação alimentar, depois uma alergia, depois... era o linfoma mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EnZqm4d_bo0/ToRh1G4lWtI/AAAAAAAAA6Q/2SxF5y7gv5w/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-EnZqm4d_bo0/ToRh1G4lWtI/AAAAAAAAA6Q/2SxF5y7gv5w/s200/images.jpg" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Eu tinha tomado uma simples sopa. Tinha tomado uma ducha antes de dormir, nunca fui alérgica a nada... e que coceira miserável era aquela que já estava me enlouquecendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Mal pude esperar que amanhecesse para correr para o telefone com o livreto da assistência médica na mão. Liguei para o primeiro dermatologista da lista, mas descartei-o assim que soube que ele só tinha hora para dentro de dois meses. Dois meses? Sem dormir e com esse monstro dentro do sangue? Vou descascar antes, vou morrer antes. Como assim dois meses?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Liguei para o segundo, o terceiro, o quarto... nada antes de duas semanas. No quinto nome, descobri pelo sobrenome da médica que ela havia estudado comigo no colegial. Pronto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;i&gt;"Use a imaginação, não deixe a secretária impedir-lhe de falar com ela."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Assim que a atendente disse alô eu falei tudo correndo que era para ela não entender nada, deixando apenas as palavras importantes "urgência, amiga, infância, família"... Ela passou a ligação, eu me identifiquei e convenci minha ex-colega de escola da urgência em ver-me.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Pleaaaaaaaaaaaaaaaaaase! Estou louca de coceira...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ela me pediu para ir no final do expediente. Pelo menos para acalmar-me. Ok. Mas no mesmo dia, já, hoje!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O dia passou como se fosse um filme em câmara lenta. Eu imaginava meu futuro com desespero, como contar à minha mãe... e pior, à minha filha? Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Não comi. Não trabalhei, não conversei... tentava não me coçar, mas não conseguia controlar-me muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A pele da barriga e dos braços já apresentava umas bolinhas vermelhas, e ardia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Me meti embaixo do chuveiro e fiquei ali, com água fria sobre a cabeça, esfriando os miolos por muito tempo. Quando comecei a ter frio me enrolei na toalha e me meti na cama outra vez, uma dormidinha não me cairia mal. Até que a coceira recomeçou... e os maus pensamentos com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;À tarde eu já havia passado por todo o inferno de exames que minha amiga havia passado em São Paulo e já estava desesperada com o diagnóstico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Não pude mais esperar e corri para o consultório da médica muito antes da hora combinada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como pode uma hora se transformar em seis? Pois foi como se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Quando ela abriu a porta do consultório para mim, entrei já com lágrimas nos olhos. E quando ela pegou a lupa e acendeu o super holofote de luz branca sobre minha pele, eu parei de respirar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-Hum...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-Que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-Isso está me parecendo... Escabiose.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-E? Isso é...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-Vulgarmente chamada de Sarna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-Heim?! Tem certeza?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-Absoluta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;-Hahahahahah! Sarna é???? Tem certeza, né? Hahahahahah... que maravilha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ela não entendia o motivo das minhas risadas histéricas e minha alegria. Nunca um cliente havia ficado tão eufórico com um diagnóstico desses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Eu deveria estar morta de vergonha... e estava. Mas sorria de felicidade. Como assim Sarna? Onde peguei isso? Hahahahaha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ela disse que procurasse o agente transmissor, trocasse a roupa de cama todos os dias e lavasse a roupa vestida separada dos outros ocupantes da casa.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Saí do consultório com uma receita simples, sentindo-me leve como&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;uma pluma. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;i&gt;"Sarna. Eu SÓ tenho sarna. Onde e como eu peguei isso é outro problema. Um minúsculo problema." &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Descobri rapidinho.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Simples. Minha filha levava, todas as tardes, para a &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;minha cama,&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; o bebê da vizinha, que tinha uma empregada empelotada de escabiose. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: transparent;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: black; font-family: Verdana; font-size: 10pt; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Eca! hahahahhahahahahha... mas era só isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-2710015379878434294?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/2710015379878434294/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/mais-uma-das-minhas-neuras.html#comment-form' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/2710015379878434294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/2710015379878434294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/mais-uma-das-minhas-neuras.html' title='Mais uma das minhas neuras...'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EnZqm4d_bo0/ToRh1G4lWtI/AAAAAAAAA6Q/2SxF5y7gv5w/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-6285062084410865601</id><published>2011-09-27T12:31:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T13:33:39.050-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><title type='text'>Neuras de Mulheres</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visita de rotina aos médicos. Todo ano a mesma peregrinação. Mastologista, ginecologista, oftalmologista, dentista...&lt;br /&gt;Mas um dia, resolvi incluir um "ISTA" novo na minha odisseia: um DERMATOLOGISTA. Já era hora de procurar uns creminhos mágicos para tentar retardar ao máximo as marcas da inevitável entrada nos ENTA.&lt;br /&gt;Para ser sincera e nem um pouco modesta, entrei gloriosa nesta seita, com direito a uma festa memorável que durou até às 10 horas da manhã do dia seguinte. Festa com música ao vivo ao som de "Los Años Dorados", na melhor boate da cidade com todos os amigos. Tenho fotografias para provar. Estava tudo maravilhoso! Na verdade, me sentia espetacular. Tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pFMcOcw10Rw/TOwN6LD5m2I/AAAAAAAAAgA/On3QGD80pGM/s1600/eckersberg+woman+before+mirror2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-pFMcOcw10Rw/TOwN6LD5m2I/AAAAAAAAAgA/On3QGD80pGM/s320/eckersberg+woman+before+mirror2.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;Ninguém podia cantar para mim a frase da&amp;nbsp;&lt;i&gt;Calcanhoto&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;"nada ficou no lugar..."&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mas não sei o que deu no espelho lá de casa que resolveu, do dia para noite, tomar ares de conto de fadas. Aliás, conto de bruxas! E mostrar coisinhas que nunca haviam aparecido. Ou eu não havia notado? Pontinhos azuis nos tornozelos, pintinhas negras no colo, nos braços, bolinhas vermelhas na bunda, olheiras mais profundas...&lt;br /&gt;Como assim???&lt;br /&gt;Assim...sem avisar nem nada. De repente o idiota resolveu mostrar e pronto.&lt;br /&gt;Ah, não. Isso não vai ficar assim. ISTA novo na lista do convênio. O melhor. Queria o melhor especialista de todos os ISTAS !&lt;br /&gt;Achei. Marquei. E fui tão nervosa quanto para um encontro " bem intencionado" daqueles que a gente escolhe a roupa í­ntima com cuidado, que é para não fazer feio nem parecer que foi uma escolha proposital...&lt;br /&gt;Sabe como é, né?&lt;br /&gt;Pois sim. O sujeito era um dermatologista famoso. Via e futucava a pele de toda a nata feminina e masculina da cidade. Assim, me armei de humildade, disposta a mostrar cada defeitinho novo que estava observando através do maquiavélico e ex-amigo espelho de meu quarto.&lt;br /&gt;Depois de fazer uma ficha com meus dados, o "doutor" me olhou, finalmente nos olhos, e perguntou: "O que lhe trouxe aqui?" Fiquei vermelha como um tomate. E muda.&lt;br /&gt;Ele sorriu e esperou. Quase de olhos fechados desfiei minhas queixas.&lt;br /&gt;Hum...ele observou " in loco" cada uma delas,&amp;nbsp;com uma luz de 200wtz e uma lupa... e começou o seu diagnóstico:&lt;br /&gt;"As pintinhas são sinais de sol, por&amp;nbsp;todo&amp;nbsp;o sol que já tomou na vida. Com a&amp;nbsp;idade&amp;nbsp;( tóin! ) elas vão aparecendo, cada vez mais numerosas. Você vai precisar de um protetor solar para sair de casa pela manhã, mesmo sem ir à praia. Para dirigir mesmo. Usar nos braços e pernas e rosto e pescoço."&lt;br /&gt;E praia? Perguntei.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"Evite.&lt;/b&gt; Só de 6 às 10 da manhã, sob proteção máxima, guarda sol, óculos e chapéu. Bronzear-se, nunca mais."&lt;br /&gt;Ahmmm... (a turma só chega às 11:00 !?)&lt;br /&gt;"Os pontinhos azuis são pequenos vasos que não suportam a pressão do corpo sobre os saltos altos.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Evite-os.&lt;/b&gt; Use sapatos com saltos anabela ou baixos, de preferência. Compre uma meia elástica, Kendall, para quando tiver que usar os saltos altos."&lt;br /&gt;Ahmmmaaaa??? (&lt;b&gt;Kendall&lt;/b&gt;?? E as minhas preciosas sandalinhas??)&lt;br /&gt;"As bolinhas na bunda são normais, por causa do calor. Para evitá-las use mais saias que calças compridas.&amp;nbsp;Evite&amp;nbsp;o&lt;em&gt;&amp;nbsp;jeans&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e as calcinhas de&amp;nbsp;&lt;em&gt;lycra&lt;/em&gt;. As de algodão puro são as melhores...e folgadas."&lt;br /&gt;Ahmnunght???? (e pude " ver" as de minha mãe, enormes, na cintura, de florzinhas cor de rosa.....vou chorar!)&lt;br /&gt;"As olheiras são de famí­lia. Não há muito o que fazer. Use esse creminho à noite, antes de dormir e procure não dormir tarde. Alimentação leve, com muita fruta e verdura, pouca carne e muito peixe. Nada de tabaco, nem álcool... nem café..."&lt;br /&gt;E a histérica aqui­ começou a rir...&lt;br /&gt;Agradeci, peguei suas receitinhas e saí­ rindo, rindo... me dobrando de tanto rir!&lt;br /&gt;No carro comecei a falar sozinha e dizer tudo o que deveria ter dito e não disse:&lt;br /&gt;" Trabalho muito, doutor! ... muitas noites vou dormir às 2 horas da manhã, escrevendo e lendo. Bebo e fumo. Tomo café. Saio pelas noites de boemia com os amigos e os violões para as serenatas de lua cheia....e que noites!!!!&lt;br /&gt;Adoro os saltos, principalmente nas sandálias fininhas.&amp;nbsp;Impossí­vel&amp;nbsp;a meia elástica (argh!!) Calcinhas de algodão? E folgadas??? Adoro as justinhas e rendadas... E não abandono meu&amp;nbsp;&lt;em&gt;jeans&lt;/em&gt;&amp;nbsp;nem sob ameça de morte!!! É meu melhor amigo!&lt;br /&gt;Dormir lambuzada? Neste calor? E minhas duchas frias com sabonete Johnson para ficar fresquinha como um bebê, cada noite?&lt;br /&gt;E nada de praia? O senhor está louco é??? Endoideceu foi??? Moro em Recife, com esse mar e tudo... e tenho só 40 anos...&amp;nbsp;&lt;strong&gt;meia vida inteira pela frente&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;Doutor Fulustreco, na minha idade não vou viver como se tivesse feito trinta anos em um!! Até um dia desses tinha 39... e agora em vez de 40 estou fazendo 70? ...&lt;br /&gt;Inclua aí­ na sua lista de remédios para as mulheres de 40 a 60, MEIA LUZ...&lt;br /&gt;Acho que é só isso que eu preciso! Um bom abajur com uma luz de 15wts...&lt;br /&gt;E um namorado que use óculos...&lt;br /&gt;É isso... só isso! Entendeu????"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei o carro no sinal, olhei de lado... e um garoto de uns 25 anos piscou o olho para mim. Rá!... e ele nem usava óculos!&lt;br /&gt;Nunca fiz o que me recomendou o fulustreco&amp;nbsp;&lt;em&gt;ista&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Minhas olheiras são parte de meu charme. E valem o que faço pelas noites adentro... Ah! se valem!&lt;br /&gt;As bolinhas da bunda desapareceram com uma solução caseira de vitamina A, que quase todas as mulheres usavam e eu não sabia, até que contei minha historinha do "bruxo mal".&lt;br /&gt;Os sinaizinhos estão aqui, sem grandes alardes... e até que já acho bonitinho.&lt;br /&gt;O espelho é muito menor...o outro eu dei a minha filha. Rá!&lt;br /&gt;E meu namorado diz que estou cada dia mais linda! Principalmente quando estou de saltos e rendas, disposta a encarar uma noite de vinhos e música. Hum!&lt;br /&gt;É claro que ele usa óculos.&lt;br /&gt;Mas quando quero ficar fatal mesmo... tiro os seus óculos...e acendo o abajur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***Recebi este texto pela internet muitas vezes como se fosse de "autor desconhecido". É meu mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-6285062084410865601?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/6285062084410865601/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/neuras-de-mulheres.html#comment-form' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/6285062084410865601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/6285062084410865601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/neuras-de-mulheres.html' title='Neuras de Mulheres'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pFMcOcw10Rw/TOwN6LD5m2I/AAAAAAAAAgA/On3QGD80pGM/s72-c/eckersberg+woman+before+mirror2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-3894451122737539866</id><published>2011-09-27T08:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T08:04:52.419-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><title type='text'>O Lorde e Ela...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meu pai tinha gostos requintados.&lt;br /&gt;Gostava de barcos a vela e golf. Jogava tênis e tocava piano.&lt;br /&gt;Sonhava ter um veleiro e por isso era sócio do&amp;nbsp;&lt;em&gt;Cabanga Iate Club&lt;/em&gt;, no Pina. Freqüentava o&amp;nbsp;&lt;em&gt;Caxangá Golf Club&lt;/em&gt;&amp;nbsp;da Várzea e falava Inglês com sotaque londrino mesmo antes de ir à Inglaterra.&lt;br /&gt;Era um lorde...&lt;br /&gt;Como arquiteto, ele dizia, tinha que estar no lugar e na hora certa para ganhar um bom projeto, sem jamais parecer que precisava dele.&amp;nbsp;&lt;em&gt;Exactly!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PNSlmlIDMmg/TOwN5hhJgRI/AAAAAAAAAf8/3UwnciPujyk/s1600/lord-ribblesdale11.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-PNSlmlIDMmg/TOwN5hhJgRI/AAAAAAAAAf8/3UwnciPujyk/s200/lord-ribblesdale11.jpg" width="130" /&gt;&lt;/a&gt;Minha mãe era mãe. Dona de casa e mãe. Seus filhos eram a sua glória, a casa própria seu sonho realizado. O resto era "supérfluo".&lt;br /&gt;Na juventude estudava belas artes e pintava lindamente. Era ceramista também, mas não acreditava no próprio talento e sua arte não nunca saiu de casa.&lt;br /&gt;Cuidava das rosas e jasmins, de nós e do homem da sua vida com uma dedicação tão extremada que na famí­lia a chamavam de&amp;nbsp;&lt;em&gt;Amélia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Mas ela era uma leoa. Uma linda leoa. Só que ele também era um leão e sentia por ela os ciúmes mais ferozes que já vi na vida.&lt;br /&gt;Pois sim... meu pai de lorde só tinha os gostos. Na intimidade do lar, muitas vezes, agia como um homem das cavernas. Gostava de seus livros e sua música, seus cachimbos e seus conhaques...mas não sabia muito bem se mover nos papéis de pai e marido. Era louco por ela, mas seus ciúmes também eram loucos. Amava-nos, mas nunca nos disse. E isso não tinha explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saíam juntos, bastava que ela soltasse uma das suas risadas cristalinas e maravilhosas, para ele fechar a cara e querer ir embora.&lt;br /&gt;Um vez, estávamos no&amp;nbsp;&lt;em&gt;Caxangá Golf Club&lt;/em&gt;, uma daquelas manhãs maravilhosas de sol e brisa fresca. Meu pai rodeado por seus amigos ingleses, italianos e japoneses com as respectivas&amp;nbsp;&lt;em&gt;madames&lt;/em&gt;, quando se acercou um garçom para tomar nota das bebidas. Ele cantava o pedido, para animar a gente a beber:&lt;br /&gt;- Uma cerveja...uma caipirinha... uma Coca-Cola...uma Fanta Laranja ou uma Soda Limonada? Assim... um por um.&lt;br /&gt;Na vez da minha mãe, ela trocou os cabos. Ia pedir uma Fanta, decidiu por uma Soda. E pediu, com seu sorriso maravilhoso:&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Uma Foda, bem gelada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O silêncio que se seguiu e a cor esverdeada que se espalhou pelo rosto do meu pai durou eternos segundos, até que o garçom respondeu, impassí­vel:&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Pois não senhora. Bem gelada!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E passou para o seguinte.&lt;br /&gt;Cinco minutos mais tarde estávamos todos no carro, voltando para casa.&lt;br /&gt;O Lorde, para isso, não tinha muito senso de humor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-3894451122737539866?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/3894451122737539866/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/meu-pai-tinha-gostos-requintados.html#comment-form' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/3894451122737539866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/3894451122737539866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/meu-pai-tinha-gostos-requintados.html' title='O Lorde e Ela...'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PNSlmlIDMmg/TOwN5hhJgRI/AAAAAAAAAf8/3UwnciPujyk/s72-c/lord-ribblesdale11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-7601286107156824563</id><published>2011-09-26T07:15:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T11:52:51.182-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><title type='text'>A Casa e o Rio...</title><content type='html'>Vivi quase toda a minha vida no Poço da Panela, ao lado do belo rio Capibaribe.&lt;br /&gt;Nossa casa era o resultado de muitos anos de sonho de minha mãe. Ela jamais desistiu da idéia de possuir sua própria casa, apesar das grandes dificuldades que viveu. E não se surpreendeu quando por fim, um dia, meu pai chegou com um papel grande e amarelado e começou a desenhá-la.&lt;br /&gt;Era um bom e jovem arquiteto e havia comprado um terreno num beco sem nome e sem saí­da, no bairro de Casa Forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terreno estava muito próximo a um sí­tio de vegetação cerrada e árvores centenárias, por onde se podia ouvir os sinos de uma igreja pequena e branca ou os ruí­dos de um barco de madeira que fazia a travessia dos pobres para a outra margem do rio. Eram vozes abafadas, que escutávamos como se fossem de duendes e fadas.&lt;br /&gt;Entrávamos ali seguindo a velha Estrada Real do Poço, salpicada por casarões antigos cujos donos eram herdeiros da época em que tudo aquilo era um engenho de cana-de-açúcar.&lt;br /&gt;No meio da Estrada estava a antiga sede do engenho, mal assombrada e tenebrosa a qualquer hora do dia ou da noite.&lt;br /&gt;Do nosso lado, os pequenos caminhos, o mato. Muito mato e os braços largos do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se desenha um sonho?&lt;br /&gt;Não foi fácil. Do papel para as primeiras pedras dois anos se passaram.&lt;br /&gt;Um sonho não tem preço, mas as pedras têm. E eram muito caras para a realidade financeira da famí­lia, no iní­cio dos anos 60. Hoje sei que a vida com um sonho é sempre mais próspera.&lt;br /&gt;Minha mãe economizava até em palitos de fósforo, o que deixou uma marca em seu comportamento pelo resto de sua vida. Nunca jogava nada fora. Acendia um palito já usado na boca acesa do fogão e o guardava outra vez, até que não era mais possí­vel segurá-lo entre os dedos. Lavava, passava, varria, cozinhava. Usava um vestido até que se rasgasse...&lt;br /&gt;Mas finalmente, um dia, fomos ver a construção.Minha mãe e suas mudas de jasmins e roseiras. Meu pai e suas folhas de papel.&lt;br /&gt;Foi um domingo de festa para nós. Três crianças, quatro pedreiros e o grande sorriso de meus pais.Que mais era necessário? Ah, sim... uma panela grande de barro marrom e todos os ingredientes de uma feijoada.&lt;br /&gt;Trabalhamos todos naquele dia. Carregando areia, levantando muros, plantando, pulando de monte em monte de areia e barro.&lt;br /&gt;Escolhemos o lugar onde seriam plantadas as árvores que depois seriam minhas amigas por toda a vida. Abacateiros, coqueiros, jambeiros, goiabeiras.&lt;br /&gt;Esse foi o nosso programa por muitos domingos mais, tantos que perdi a conta.&lt;br /&gt;Quase quatro anos depois, a construção ainda era construção.&lt;br /&gt;Suas paredes já se revestiam de madeira escura, o piso de&amp;nbsp;&lt;i&gt;parquet&lt;/i&gt;&amp;nbsp;negro e marfim, as flores já eram uma realidade... E faltavam só 4 meses para a grande inauguração. Passarí­amos o Natal de 65 na Casa.&lt;br /&gt;Meu pai comprou um piano.&lt;br /&gt;Assim, sem avisar... Chegou um final de tarde quase sem pisar no chão. Não era um piano negro e de cauda como o da casa de meu avô. Era pequeno e clarinho, mas era um PIANO!&lt;br /&gt;Comecei a estudar com uma professora que tocava na igreja da praça. Meu pai tocava todas as noites e eu bailava no terraço de cerâmica encerado, de meias soquetes para deslizar melhor. Nunca tive muito jeito para bailarina e caí­a cada vez que inventava rodar como elas. Mas era uma&amp;nbsp;&lt;i&gt;possí­vel-futura-pianista&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Uma noite ele veio... o rio.&lt;br /&gt;Foi sua primeira incursão pelas ruas de Casa Forte. Invadiu quase todas as casas, manchou, molhou, enlameou tudo até a altura de meio metro. Na nossa ele foi mais cruel. Fez saltar todo o&amp;nbsp;&lt;i&gt;parquet&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do piso, entortou as tábuas de madeira do escritório... e levou o piano.&lt;br /&gt;Mas antes o fez bailar sobre a água... descolou cada tecla de marfim... arrepiou a madeira... enegreceu tudo. Acabou com meu sonho de artista, de famosa pianista... e eu já sabia que nunca seria uma bailarina.&lt;br /&gt;Meu pai chorou. E nunca mais falou do assunto. Creio que queria esquecer tamanha tragédia. Ou talvez seu silêncio dissesse que nunca a esqueceria...&lt;br /&gt;Ao final do ano nos mudamos para A Casa, que nunca, jamais deixou de ser uma obra em construção.&lt;br /&gt;Pois é. Por mais que meu pai fizesse planos e projetos de decoração e mobiliário e fosse, aos poucos, trocando pisos e portas, comprando luminárias e estofados novos, a briga entre ele e o rio foi ficando cada vez mais acirrada. E violenta.&lt;br /&gt;Por dez anos o Capibaribe, que lambia nosso muro nas épocas de verão e dava um toque de habitantes da selva às aventuras de criança, nas épocas de inverno ameaçava subir, inundava o jardim. E por quatro ou cinco vezes elevou-se, cada vez mais alto. Até que um dia cobriu A Casa deixando apenas o reservatório de água de fora, como um bote abandonado e fantasmagórico.&lt;br /&gt;A cada subida, meu pai o desafiava com novas estratégias de esconder seus tesouros : os livros e os discos. Subia-os às prateleiras mais altas da estante e até mesmo nos ocos do telhado do gabinete.&lt;br /&gt;Eram muitos os livros de meu pai. Uma biblioteca de teto ao chão de livros, dicionários e enciclopedias. Entre os mais amados, as obras completas de Shakespeare, Pessoa, Neruda, Bandeira, Eça de Queirós, Edgar Alan Poe. O melhor de Rubem Braga, Fernando Sabino, João Cabral, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Rachel de Queiroz. Variava de coleções completas sobre arte em pintura e arquitetura a mitologia ou séries de fição cientí­fica e suspense policial...&lt;br /&gt;Era um cupim de livros, o meu pai. Os livros e a música eram suas paixões e ele costumava freqüentar livrarias e sebos semanalmente.&lt;br /&gt;Mas... na pressa de salvar a famí­lia de morrer afogada, eles perdiam em prioridade. Ficavam na casa, escondidos em alguma altura, onde meu pai, com esperança ainda não vencida, pensava que não seriam alcançados...&lt;br /&gt;Ledo engano. O rio gostava de ler...&lt;br /&gt;E sempre subia um pouco mais, até encontrá-los...&lt;br /&gt;Derretia as capas dos discos, cobria os sulcos com uma lama escorregadia. Dos livros só levava as letras... as frases... deixava o papel grudado e inchado como um cadáver... como um ato de pirraça, para a gente saber o que tinha perdido, para a gente saber que ele era maior.&lt;br /&gt;Ele vinha e se demorava lendo. Dias e dias...&lt;br /&gt;Nossa casa era a primeira atingida pelas suas ganas e a última a quem permitia voltar. Assim, quase não salvávamos nada do que ele deixava. A lama negra e gosmenta era grossa e fedorenta como petróleo e havia ficado por tempo demais. Entranhava em tudo...&lt;br /&gt;Então, ví­amos meu pai chorar, apanhando de pá e carro-de-mão, a papa de livros e discos que o rio, sem dó, espalhava pela casa inteira...&lt;br /&gt;Lavávamos os discos com água e sabão, nús de suas capas coloridas. Coleções inteiras de Bach e Beethoven, as suas óperas prediletas, os Jazz e os Blues, as Grandes Orquestras.&lt;br /&gt;Uma raiva impotente e uma tristeza profunda se instalavam na casa e em nossos corações.&lt;br /&gt;Alguns discos era possí­vel comprar outra vez, mas a maioria estava perdida para sempre. Eram selos esgotados, fora de catálogo.&lt;br /&gt;Ainda guardo uns livros sujos de lama seca, que o rio não lavou as frases. As poesias de Neruda, a solidão de Garcia Marquez, a pedra do reino de Ariano Suassuna...&lt;br /&gt;Talvez o rio já os tivesse lido das outras vezes e só lambeu as capas, não os abriu. Com um pouco de sol, deu para salvar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/85084490@N00/3253514280/" title="Kokic por Nora Borges, no Flickr"&gt;&lt;img align="left" alt="Kokic" height="200" hspace="8" src="http://farm4.static.flickr.com/3528/3253514280_503cb5052d_m.jpg" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" vspace="8" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na última batalha entre ele e meu pai, tivemos que viver por seis meses em um apartamento emprestado, pois foi exatamente nesta que ele descobriu o esconderijo do telhado. Derrubou o teto... e leu tudo.&lt;br /&gt;Só voltamos para casa no ano seguinte. E meu pai estava vencido. Não quis mais brigar... parou de sonhar.&lt;br /&gt;Morreu dois anos depois. Tinha 50 anos.&lt;br /&gt;Tentamos batizar com o seu nome o beco sem saí­da, mas ele não era suficientemente importante para lutar com outro morto: o pároco da pequena igreja branca.&lt;br /&gt;Alguns anos depois, construí­ram barreiras no rio e nosso antigo campo de batalha valorizou-se. Venderam lotes e lotes para novos habitantes do romântico bairro do Poço da Panela, que foi se transformando num rincão da nova elite da cidade. Casas modernas se espalharam por toda parte. E até edifí­cios, contrariando muitas leis de proteção ao meio ambiente e e manutençao do Patrimônio Histórico.&lt;br /&gt;O casarão mal assombrado é agora um museu, as ruas estão calçadas e diante de nosso antigo jardim há uma pequena praça triste e mal cuidada, árida e sem razão de ser. Três bancos de concreto, dois ou três arbustos que tentam sobreviver ao abandono...&lt;br /&gt;Não há mais cipós nem as árvores frondosas onde nos pendurávamos em nossas fantasias de reino das selvas. Enterraram as árvores até que morreram sufocadas.&lt;br /&gt;E a nossa casa também morreu...&lt;br /&gt;Não caiu, nem foi reformada. Está lá ainda, mas é só uma sombra esmaecida do que foi antes. Nem jasmins, nem roseiras... nem cheiro de mato verde...&lt;br /&gt;Metade do antigo jardim é cimentado. Nem cocos, nem goiabas, nem jambos, nem pitangas, nem araçás...&lt;br /&gt;Nem uma música no ar, nem o barulho dos sapos e grilos da beira do rio.&lt;br /&gt;Ele também não está mais lá, o rio...&lt;br /&gt;Mudaram o seu curso. E muitas casas estão construí­das onde antes eram seus braços.&lt;br /&gt;Também ele não tinha mais nada a perder. Seu parceiro de briga não lhe comprava mais os livros... nem lhe fazia ouvir&amp;nbsp;&lt;i&gt;La Bohème&amp;nbsp;&lt;/i&gt;às alturas, nas madrugadas enevoadas e úmidas do Poço...&lt;br /&gt;No beco, ainda sem saí­da, há agora um nome : o do padre da paróquia. E meu pai mudou-se, depois de morto, para a pequenina igreja branca.&lt;br /&gt;Lá, o rio ainda lambe as paredes de seus muros...&lt;br /&gt;Estão juntos de novo. E se pode sentir, mais que ouvir, entre as badaladas dos velhos sinos de bronze, suas queixas mútuas de amigos rabugentos...&lt;br /&gt;Antigos e eternos companheiros de lutas e sonhos.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;******************************************&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="font-family: Verdana; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;**Soube agora, em 2011, que a casa foi derrubada e um edifício está lá, em seu lugar. Não fui ver.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-7601286107156824563?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/7601286107156824563/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/casa-e-o-rio.html#comment-form' title='2 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/7601286107156824563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/7601286107156824563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/casa-e-o-rio.html' title='A Casa e o Rio...'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3528/3253514280_503cb5052d_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-849530244802453006</id><published>2011-09-26T07:07:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T07:11:39.403-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arquivo de posts publicados entre 2003 e 2008.'/><title type='text'>Exí­lio...</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ybyTBNE48ZQ/TOLbt5KbG8I/AAAAAAAAAaE/zKQGMceyaRk/s1600/3595445350_b1f1f6cd98_m.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-ybyTBNE48ZQ/TOLbt5KbG8I/AAAAAAAAAaE/zKQGMceyaRk/s200/3595445350_b1f1f6cd98_m.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;Li num site que encontrei por acaso, um texto que fala de exí­lio. Me encantei com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;Comparei-o um pouco com a minha saí­da do Brasil e minha opção de viver uma nova etapa da vida, buscando e encontrando os prazeres que ela me traz.&lt;br /&gt;Sei que meus sentimentos seriam completamente diferentes se estar aqui não tivesse sido uma escolha minha e sim uma contingência da vida, uma obrigação ou pior... um castigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;Enquanto sigo pelos caminhos dos meu novo lugar de viver - um monte perto de bonitos e minúsculos povoados - na solidão de uma tarde nebulosa e fria, sem outra companhia que meus pensamentos, surpreendo-me comparando-a com a outra solidão que eu sentia, às vezes, em plena avenida movimentada de minha cidade natal. Como são diferentes!&lt;br /&gt;Penso que&amp;nbsp;&lt;b&gt;o exí­lio não&amp;nbsp;é estar longe apenas de seu lugar&lt;/b&gt;...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É principalmente estar longe de si mesmo, de seus sonhos...de sua alma.&lt;br /&gt;É viver só de memórias com gosto de tristes saudades.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="asset-content entry-content" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="asset-body" style="margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto diz assim:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;" Quando os relógios marcam a hora invertida; quando as árvores de tua rua deixam de saudar-te e te sentes observado como uma pantera doente; quando esperas uma resposta que não chega desde o vento ausente, uma resposta daquele rosto desconhecido, de uma garrafa quebrada, uma resposta qualquer (e não chega) ; quando a distância te invade e pisas os restos de memória pelo asfalto que não reconhece teus passos; quando o vazio se empina sobre teu coração, sobre teus olhos, com a fúria calada de um sax seco; quando já não há nem ontem nem amanhã e o carteiro não vem; quando o&amp;nbsp;&lt;i&gt;neon&lt;/i&gt;&amp;nbsp;te devolve uma palavra equivocada; quando o rosto dela deixa de pertencer-te... Então, moço, já não há mais escusas: algo assim é o exí­lio"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não conheço o autor, mas precisava reproduzi-lo. Achei suas palavras inquietantes...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E &amp;nbsp;por quê eu não sinto essa melancolia impotente enquanto caminho pelas ruas deste lugar? Sinto como se este "aqui e agora" estivesse destinado para mim desde sempre e já fizesse, há muito mais tempo do que eu pudesse saber, parte da minha história nesta vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem sabe se já não foi em outras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu fosse a budista que queria ser, acreditaria que já vivi aqui. Infelizmente, por mais tente aprender com livros como&amp;nbsp;&lt;b&gt;O Monge e o Filósofo&lt;/b&gt;, e admire a filosofia budista tibetana, ainda não possuo essa crença feliz de que somos uma sucessão de vidas em tempos e espaços distintos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem sabe um dia...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-849530244802453006?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/849530244802453006/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/exilio.html#comment-form' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/849530244802453006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/849530244802453006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/09/exilio.html' title='Exí­lio...'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ybyTBNE48ZQ/TOLbt5KbG8I/AAAAAAAAAaE/zKQGMceyaRk/s72-c/3595445350_b1f1f6cd98_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4215544324128832031.post-314002554502994795</id><published>2011-06-27T08:23:00.000-07:00</published><updated>2011-06-27T09:45:35.518-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='facebook'/><title type='text'>Cartas de Navegação.. Estou voltando.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZF9bT4zO2AU/TgilezSvtiI/AAAAAAAAA5A/R9oBkfihmBY/s1600/NO%2BSUBMARINO.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZF9bT4zO2AU/TgilezSvtiI/AAAAAAAAA5A/R9oBkfihmBY/s200/NO%2BSUBMARINO.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622926083355555362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois é...&lt;div&gt;Um dia abri meu Facebook e encontrei uma cartinha assim:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; "&gt;"Olá Nora, Desculpe-me por estar neste seu espaço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; "&gt;Há tempos atrás lia de vez em quando suas mensagens no blog língua de mariposa. Gostava de sua partilha que me parecia uma pintura com os detalhes que davam vida a narrativa que fazia. Fiquei um bom tempo depois sem entrar nele, mas ficou arquivado no meu FAVORITOS junto com outros assuntos que julgo interessantes. Hoje, me veio a vontade de entrar lá e ver qual novidade Nora estaria partilhando após um bom tempo e me surpreendi com o seu anúncio do final do blog já ocorrido desde o ano passado. Gostei da imagem da passagem - o Bardo de seu blog - "virar poeira de estrelas". Enfim, quero deixar registrado que gostei de ter navegado em seu blog (e o seu foi o primeiro blog que acessei por indicação de uma amiga - normalmente não tinha interesse em blogs), em sua inteireza nas partilhas e até nos silêncios. Te desejo Paz e todo o Bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; "&gt;Com carinho Lucia "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostei muito e guardei. Tentei apenas agradecer e seguir  meu caminho... mas não pude. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que vou voltar a escrever. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se manterei o nome do blog... talvez ele escolha outro. Algo se partiu nas muitas vezes que teve que ressussitar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sigo feliz, Lucia.  Isso é o melhor de tudo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigada pelo carinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4215544324128832031-314002554502994795?l=linguademariposa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linguademariposa.blogspot.com/feeds/314002554502994795/comments/default' title='Enviar comentarios'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/06/cartas-de-navegacao-1.html#comment-form' title='0 comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/314002554502994795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4215544324128832031/posts/default/314002554502994795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linguademariposa.blogspot.com/2011/06/cartas-de-navegacao-1.html' title='Cartas de Navegação.. Estou voltando.'/><author><name>Nora Borges</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZF9bT4zO2AU/TgilezSvtiI/AAAAAAAAA5A/R9oBkfihmBY/s72-c/NO%2BSUBMARINO.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
